Esperamos da escola uma formação para nossos filhos de tal forma que eles estejam preparados no futuro para viver uma cidadania real e desejável.
Este desejo, que pode parecer uma tarefa de fácil execução, esbarra em muitos percalços e dentre eles o cumprimento de regras.
Quando nos propomos a oferecer um conjunto de regras para nossos estudantes, temos em mente que a escola é um micro-cosmo que deve ser regido de forma organizada; um local onde o respeito grasse de forma preponderante.
Ora, pensar que seria fácil, para nós educadores apresentarmos uma porção de regras e fazê-las cumprir é um engano ingênuo.
Nossos educandos , em sua maioria, a princípio questionam a existência das regras. Isso nos parece derivar do fato de que atualmente não existem muitos pais que oferecem regras para seus filhos. Sinal dos tempos!
Não é raro vermos bebezinhos esperneando porque querem escolher a roupa que vão vestir, a comida que querem comer e por ai vai.
Como a escola pode lidar com os educandos que não reconhecem regras e limites em suas famílias? Complicado!
Já vivi situações nas quais fomos incentivados a criar regras em conjunto: professores e alunos. Diziam que assim elas seriam bem aceitas e possivelmente cumpridas, pois os próprios estudantes se incumbiriam de sentir que sua contribuição poderia auxiliar no bom andamento da disciplina na escola. Ledo engano!
Vivemos tempos difíceis, árduos, chocantes. Isso, ao invés de nos desestimular, deve funcionar como uma mola propulsora para que possamos criar mecanismos de reinvenção de nossas práticas. Afinal, ser educador é acreditar sempre. É confiar que podemos fazer sempre o melhor para obter nossos objetivos.
Temos que pensar realmente que podemos fazer a diferença, pois conforme palavras de Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, também sem ela nada muda.
A escola é sim espaço de se aprender a cumprir regras, a respeitar limites . Quem sabe se conseguirmos conscientizar nossos alunos de como isso é importante , poderemos vislumbrar um horizonte futuro mais limpo; uma sociedade calcada no respeito como caminho para um desenvolvimento pleno e feliz .
Sonia Regina P. G. Pinheiro |