Nesta época do ano muitos pais estão tremendamente estressados, pois desejam que os resultados do ano escolar de seus filhos sejam compatíveis com suas expectativas: aprovação!
No entanto, em muitos casos alguns alunos não conseguiram o desenvolvimento esperado.
Nas escolas públicas boa parte do problema está resolvida, porque não existe reprovação durante as séries de um curso, ficando a avaliação só ao final de cada ciclo.
Nas escolas particulares existe o drama: Se o aluno é reprovado muitas vezes os pais não aceitam o resultado e procuram uma outra escola para fazer a reclassificação, ou seja, solicitar que o educando que ficou retido numa escola prossiga os estudos na série seguinte.
Muitas escolas particulares fazem reclassificação de alunos através de análise de documentação ou de pequena avaliação.
Em outros tempos, se o aluno fosse reprovado, a situação estava definida e este deveria fazer mais um ano para tentar resolver seus problemas ou dificuldades.
Verdade seja dita, com tanta facilidade, estamos nos confrontando com alunos que terminam o ensino médio praticamente analfabetos.
Na minha opinião, esses mecanismos foram criados para democratizar o ensino, mas o que fazem, penso eu, é discriminar e excluir cada vez mais aqueles que não têm condições de aspirar a um lugar ao sol na sociedade.
Imaginemos um garoto recém saído do ensino médio nas condições que acima descrevemos, ou seja, muito mal preparado. Esse jovem está fora do mercado de trabalho que lhe proporcionaria um salário digno e isso já se comprovaria até no preenchimento de uma simples ficha. Se ele tiver condições financeiras de cursar uma faculdade particular, ao final não terá acesso aos melhores cargos, pois não conseguirá demonstrar seu potencial através de testes, provas e entrevistas.
Concluindo, estamos operando uma máquina perversa de fabricar jovens incompetentes. Não tenho a fórmula do sucesso, mas acredito que a chave para minorar os problemas que enfrentamos deva ser o investimento na educação infantil e fundamental inicial.
Se devemos reprovar ou não, quando os investimentos na educação inicial forem substanciais, essa será uma questão menos importante, porque teremos sedimentado bases de forma sólida para que nossos educandos possam enfrentar os estudos de forma mais segura.
Sonia Regina Potenza Guimarães Pinheiro
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