Um dia da semana passada ouvi uma colega dizer que não devemos pensar que planeta estamos deixando para nossos filhos, mas sim em que filhos estamos deixando para nosso planeta. Curioso.
Hoje ao abrir o computador, recebi uma daquelas mensagens que meus amigos que não têm muito que fazer, me encaminham todos os dias. Era a tal frase outra vez.
Pensando por um lado, realmente estamos maltratando a Terra mãe. Poluímos o ar e as águas. Não estamos cuidando do meio ambiente com a estupidez de quem pensa: eles que se virem no futuro! Quero o meu pirão primeiro!
Por outro lado, o que me chama muito mais a atenção é nos filhos que estamos deixando para o planeta; dependentes, preguiçosos, perdulários, incompetentes, mimados e por aí vai. Exemplos às mãos cheias não faltam.
O Zézito, por exemplo. Ele estava no recreio antes de ontem, com três de seus amigos. Num piscar de olhos começou a brincadeira besta. Empurra daqui. Cutuca daqui e zás... Caíram por cima de um tambor plástico onde deveria ser colocado papel usado para reciclagem. Os quatro alunos foram encaminhados à direção, receberam advertência e levaram para casa o recado que pedia o comparecimento dos pais à escola para conversar sobre o ocorrido.
Não demorou muito, os pais do Zezito chegaram à escola para a tal conversa, mas pelo olhar da Dona Zuleika, a conversa não seria prosa agradável.
Ela nem bem esperou para ouvir o que eu tinha a dizer e despejou:
-- Zezito falou que ele não teve culpa. Não vou assinar a advertência e nem vou pagar porcaria nenhuma! Foram os outros.
Não tive dúvidas! Aceitei! Rasguei a advertência e ainda me desculpei, dizendo que ela deveria estar certa, pois conhecia bem seu filho! Pasmem!
Só nesse exemplo vemos como Zézito vai vida afora: procurando os pais para resolver seus problemas e os pais por sua vez, não deixando que ele aprenda com seus erros.
Fosse ou não culpado, estava também brincando e os pais deveriam acatar a advertência, bem como proceder ao ressarcimento do que foi destruído ( era tão pouco! Quantia irrisória! ). Isso ensinaria ao filho que não deve “brincar “ na hora e no local errado. Canso de falar para essa gente que escola é local de estudo.
Se esses são os filhos que estamos deixando para o nosso planeta, agradeço a Deus se não estiver por aqui na hora em que precisarmos de tripulantes sérios, éticos, honestos e comprometidos para guiar a Nave-Mãe, nosso planeta.
Sonia Regina Potenza G. Pinheiro.
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