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  Mãe e professora: um peso e uma medida!  
     
 

               Ultimamente certas datas decantadas pelo universo mercantilista têm produzido em mim reflexões profundas  e críticas; dia da Mulher, dia do Professor, dia das Mães...

                Encaro esses dias, perdoem-me os crédulos, como curativos balsâmicos de feridas de discriminação ou descaso.

                Menosprezar sua mãe durante 364 dias e no Dia das Mães comprar um lindo presente terá a força suprema de apagar todas as outras horas em que a omissão, o desrespeito, a desobediência ( por que  não? ) grassaram?

                Impossível, no entanto, não se sensibilizar em saber que nesta data ( pelo menos!) muitas mulheres receberão um carinho especial.

                Nós, educadores, lhes somos devedores. Devemos a elas todas as homenagens possíveis. Primeiramente porque nos precedem; são as primeiras e eternas educadoras de nossos alunos. Foram elas quem lhes ensinaram as primeiras palavras, os primeiros passos, o aprendizado sereno das funções primárias mais essencialmente vitais como a alimentação.

               Foram elas também as pioneiras a corrigir as frases erradas, as palavras confusas, os termos inadequados.  Elas são o pilar da educação na condução de suas aulas-magnas, momento em que  seus queridos rebentos recebem as lições e as mestras avaliam o aprendizado com olhos molhados e voz embargada. Qual foi a mãe que não se emocionou a ouvir a primeira palavra de um filho?

                Conhecemos uma mãe extremosa pelo seu filho. Podemos perceber através da postura de um filho a  professora-mãe. O aluno comprometido e motivado traz às costas, além da mochila,  o peso do afeto materno que o impele a um aprendizado cerceado pelo olhar carinhoso e cuidadoso que faz bem.

                Do alto dos meus muitos anos já vividos vislumbro a figura de minha mãe. Foi ela quem me ensinou a rezar, a não faltar aos compromissos sem motivo sério, a respeitar os mais velhos, a fugir das más companhias...

                Não consigo me lembrar  todas e tantas coisas boas e edificantes que me ensinou, mas sei que esses ensinamentos fizeram de mim a pessoa que sou.

                Mães, sublimes criaturas, voluntárias divinas da ponte entre Céu e Terra, seu nome é amor, são três letras lindas, como três são as forças divinais. Que o sol brilhe muito e sempre no seu maravilhoso universo de amor e proteção!

 

Sonia Regina Potenza Guimarães Pinheiro

 
     
   
 
 
     
     
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