Todo final de ano é a mesma coisa: muita gente fica tentando pensar nas resoluções para o Ano Novo.
Confesso que até um tempo atrás eu fazia uma extensa lista , na qual colocava tudo o que me passava pela cabeça e ao final do ano velho ficava olhando o papel e lamentando o que não conseguia realizar.
Tomei uma decisão recente. Não faço mais lista nenhuma.
Todas as coisas que pretendo realizar ficam então no plano das idéias, dependendo desta cabeça já bem rodada onde teima em nascer a cada semana mais um pouquinho de cabelos brancos.
Mesmo assim, todos os dias sem exceção passo a mente pelas minhas metas do ano. Não podemos relaxar; o tempo é um velhaco devasso.
Creio que os educadores em todo começo do ano sonham com melhores condições de trabalho, com melhores salários, com melhores alunos...
Os pais , certamente sonham com melhores professores para seus filhos e com mais tempo para dedicar aos seus rebentos. Sonham também com mudanças no comportamento dos filhos.
Os alunos , em sua maioria, querem mais facilidades: professores mais generosos, mais “bonzinhos”... Querem empurrar o Ano Novo aos pouquinhos até o final para vencer mais uma etapa. Podemos culpá-los? Claro que não! Foi assim também quando éramos adolescentes. A escola era apenas uma formalidade necessária na nossa vida, mas parecia que tudo o que nossos pais esperavam de nós vinha de lá.
Juntemos todas as expectativas de educadores, pais e alunos num bolo como se fossem ingredientes especiais para uma prática que satisfaça a todos e assim poderemos pensar em realizar um trabalho desejável.
Que os alunos se dediquem um pouco mais ao aprendizado formal e que respeitem as regras da escola, bem como seus colegas e professores.
Que os pais confiem sempre nas pessoas que são responsáveis pela educação formal de seus filhos e que também apóiem, estimulem , incentivem seus filhos para que aprendam bem e cada vez melhor.
Que os educadores se nutram de todas as virtudes possíveis para se dedicarem a educar crianças e jovens em tempos difíceis.
E que assim seja! Amém!
Sonia Regina Potenza G. Pinheiro |