Nessa época do ano quase todos já estão mexendo os pauzinhos para organizar as festas familiares de final do ano.
Os educadores ainda estão um pouco longe dos ensaios do “Jingle Bells”, pois temos o final dos trabalhos na escola, com muita dureza.
Nossos pais de alunos acham que desenvolvemos um bom trabalho se seus filhos foram aprovados. Estranho.... Quando matriculam seus filhos em nossa escola sabem que não temos aprovação automática, mas se alguém fica reprovado o mundo cai em nossas cabeças!
Assim, ao invés de estarmos pensando em armar e decorar a árvore de Natal, estamos às voltas com a papelada, com a documentação final, com entrega de atas de conselho e toda a parafernália que caracteriza o encerramento formal do ano letivo.
Claro que também estamos recebendo os pais de alunos que de alguma maneira contestam os resultados ou procuram avaliar o trabalho do ano, normalmente sob a ótica do que consideraram que não foi bom e deixou a desejar.
Ficamos todos estressados.
Cada dia que passa parece uma batalha vencida contra um exército de Titãs.
Desta forma ficamos olhando mais para a folhinha do que para o espelho. É mais agradável, pois a visão de nossos olhos cansados e às vezes decepcionados não é uma figura que agrade aos sentidos!
De toda forma, mais um ano se foi e com ele todos os aprendizados que conotam e denotam a formação contínua da face do educador.
Costumo dizer que nos formamos todos os dias. Somos uma produção inacabada e à espera de retoques diários.
Aqueles que não conseguem aprender com os toques da vida vão tropeçando pelas pernas e gemendo entre dentes: penalizam-se e sentem o peso da profissão no lombo. Nada é fácil. Nada vem fácil.
Entretanto aqueles que têm coragem de enfrentar o aprendizado e que acreditam na necessidade de se construir diariamente com carinho a face de educador, dormem, contentes, o sono dos justos sem culpa ou remorsos: é a paga para quem entende que essa vida é luta, é aprendizado e como diria nosso saudoso Gozaguinha: é bonita, é bonita e é bonita!
Que nós tenhamos um feliz 2009. Merecemos, pois somos pessoas do bem e trabalhadores. Para quem é bom e gosta de trabalhar, crise é apenas uma palavrinha boba de cinco letras.
Sonia Regina P. G. Pinheiro |