Fui surpreendida na semana passada por uma publicação do Jornal O Estado de São Paulo de 30 de outubro de 2008. Costumo ler os jornais do dia e sempre me atenho às matérias que são ligadas de alguma forma à Educação.
O título da matéria ” Contexto familiar tem peso maior na educação”, chamou-me a atenção de cara e o conteúdo da reportagem veio de encontro a tantas coisas nas quais acredito . Muito daquilo que foi descrito no artigo eu tenho escrito aqui e para mim já são verdades incontestes.
O artigo do Estado de São Paulo apresenta os resultados de um estudo que analisou pesquisas sobre desempenho da educação no Brasil e identificou algumas variáveis com maior e menor influência sobre os estudantes.
Segundo a pesquisa, 70% é a parcela do desempenho escolar de um aluno que pode ser explicada pela família e apenas 30% pelos atributos escolares, ou seja, as iniciativas dentro da escola como infra-estrutura e professores representam 30% do desempenho do aluno.
A matéria fala também que a educação é realmente um bem transmitido de geração a geração e que fatores principais no desenvolvimento do aluno são também o nível de escolaridade do pai e da mãe, a renda familiar, o tipo de moradia e o acesso a bens culturais e que todo o resto acaba sendo derivado disso.
Na escola nos esfalfamos para que nosso aluno leia. Sabemos que se incutimos o gosto pela leitura em nossos educandos, teremos impulsionado de forma perene a busca pelo conhecimento. É nossa obrigação . A família por sua vez deve fazer a sua parte.
Os pais lêem? Há jornais ou livros em casa? Os pais assinam alguma revista? Os filhos presenciam seus pais lendo? Os pais dizem para os filhos que ler é muito importante? Mostram isso com exemplos?
Os pais conversam com os filhos? Contam coisas do passado? Falam dos familiares de outrora? Os filhos sabem os nomes de seus antepassados e suas histórias?
A família sai a passeio? Vai a museus, a parques, ao teatro, ao cinema? Comentam sobre seus gostos musicais? Elogiam ou criticam as letras de certas músicas?
Os pais são os primeiros e os eternos educadores de seus filhos. São eles seus primordiais incentivadores ou melhor, devem ser.
Não há sucesso no desenvolvimento escolar se a família não estiver antenada e comprometida com a educação do filho de forma ampla , irrestrita e global.
O tempo não perdoa: passa a galope sem dó e nem piedade. Quando nos apercebemos nossos filhos e nossos alunos já cresceram e pode ser que tenhamos deixado passar a oportunidade de ajudar com mão forte na educação dos mesmos.
Costumo dizer nas reuniões de pais que um filho bem criado, e isso passa pela educação formal e informal, é uma aposentadoria gorda, um travesseiro de plumas de ganso, no qual os pais vão descansar na velhice , com conforto e também com a tranqüilidade do dever bem cumprido.
Sonia Regina Potenza G. Pinheiro |